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sábado, 2 de junho de 2012

A mídia, neste sentido, não é nada legal...

Hoje meu filho Luiz Fernando apresentou com um grupo de amigos, na Feira de Ciências de sua escola, o tema "A influência da mídia na obesidade infantil". Me fez pensar na discussão sobre a contribuição da mídia em um sentido contraditório sobre o que se fala de como tratar a obesidade infantil em programas de bem estar e saúde. 
Estudos recentes concluem que,a quantidade de tempo que as crianças passam assistindo televisão está diretamente relacionada ao seu peso, têm maior incidência de obesidade crianças que passam mais horas em frente a tv. Junto com a inatividade física e má alimentação, a televisão contribui para o problema de sobrepeso e obesidade.
O aumento da exposição da criança à TV acaba afastando-a da prática de exercícios e colocando-a cada vez mais perto de doenças como a obesidade gerada pelo consumo exacerbado de alimentos muito calóricos, vistos na maioria das vezes nas propagandas de TV.
A falta de atividade física, a má alimentação e o aumento dos meios de comunicação contribuem para o aumento de níveis de colesterol e pressão arterial, diabetes, doença da vesícula biliar, freqüência respiratória e interrupção do sono. 
Outro fator importantíssimo para este aumento do número de crianças com obesidade infantil é o chamado Marketing Infantil. Sua inconsequência acaba por transformá-las (aproveitando-se das fantasias infantis) em promotoras de vendas junto aos pais, fazendo com que elas desejem com tanta intensidade que acabam convencendo os pais da necessidade daquele produto. Deste modo, no desejo dos pais de verem os filhos felizes, as relações afetivas passam a ser mediadas pelas relações de consumo e as crianças passam a valorizar o que tem materialmente, e não mais o que são de fato. Além disso, desenhos animados, heróis e figuras famosas são constantemente utilizados para aproximar as crianças do produto e fazem com que elas se identifiquem com o que é anunciado. Isso prejudica a educação das crianças e confunde os valores afetivos e nutritivos. 
As crianças estão cada vez mais expostas as propagandas na TV devido aos valores culturais e sociais que vivemos hoje em dia e, neste caso os anunciantes dos diversos segmentos, especialmente alimentícios, aproveitam a oportunidade de expor seus produtos induzindo, por meio de atrativos promocionais, o público infantil, que muitas vezes, pode desenvolver problemas de obesidade. 
Então, baseado em tudo isso, deixo o seguinte questionamento: A responsabilidade da influência da mídia no aumento da obesidade infantil seria da indústria de alimentos, pelo abuso publicitário de mercadorias focadas no público mirim? Ou seria dos pais, por não controlarem adequadamente o acesso das crianças à TV e aos alimentos? Vamos pensar e refletir sobre este caso e acreditar que possamos sim, como pais, "frear" este tipo de comportamento em nossos filhos. 


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