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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dia Internacional do Diabético



Hoje comemoramos o Dia Internacional do Diabético. Atualmente, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, são aproximadamente 12 milhões de brasileiros acometidos por esta doença, número que vem aumentando significativamente a cada ano.
Diabetes é uma doença causada pela deficiência na produção de insulina. O pâncreas é o órgão responsável pela produção deste hormônio, que tem uma função bastante simples: aumentar a permeabilidade da membrana plasmática a glicose. 
Uma pessoa é considerada diabética quando não produz insulina ou quando esse hormônio não age com eficiência. Em média, 6% da população desenvolvem essa doença, mas um terço dessas pessoas não sabe que é diabética.
Há dois tipos de diabetes: o do tipo I, geralmente detectado na infância, é aquele em que a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente ou mesmo ausente; nesse caso, é necessário ministrar insulina por meio artificial. O do tipo II pode surgir na fase adulta; é aquele em que o pâncreas produz insulina, mas o hormônio não age como deveria.
Alguns sintomas estão ligados ao diabetes, tais como: dormência nos pés, muita sede e vontade de urinar muitas vezes ao dia. Obviamente, esses são sintomas encontrados em outras doenças, ou até em nenhuma; portanto, para detectar a doença, a pessoa necessita fazer um exame de sangue e uma avaliação médica.
O tratamento segue quatro passos importantes, a fim de manter um bom controle glicêmico. São eles: rastreamento anual; plano alimentar, com o objetivo do controle metabólico; atividades físicas – este ponto depende de uma avaliação especializada, pois pode trazer riscos adicionais; e medicamentos. Apesar de exigir rigidez no tratamento e qualidade de vida, um paciente com diabetes pode – e deve – levar uma vida normal e sociável.
É importante que o diabético sempre controle sua alimentação, pois agindo assim, conseguirá levar uma vida com menos riscos de ser acometido pelas complicações tão comuns aos portadores de diabetes.

sábado, 23 de junho de 2012




Parabéns a todos os Atletas Olímpicos pelo dia de hoje!



No dia 23 de junho é comemorado o Dia do Atleta Olímpico, uma data instituída pelo Comitê Olímpico Internacional para a lembrança dos grandes campeões da história.O corpo humano é uma máquina surpreendente! Se você levantar, passar pela porta e caminhar em torno do quarteirão, quase todos seus sistemas serão acionados, ocorrendo incontáveis eventos fisiológicos coordenados pelo cérebro controlando a passagem do estado de repouso ao exercício. Para chegar ao nível olímpico não é tão simples. Por trás da formação de um atleta olímpico existe uma equipe formada por uma série de profissionais competentes que intervêm em vários aspectos como os nutricionais, técnicos, táticos, psicológicos, fisiológicos e biomecânicos.

O dia de hoje não deve ser visto apenas como um dia para dar parabéns aos campeões, como Gustavo Borges, Cesar Cielo, Robert Schiedt, Jaqueline & Sandra, as meninas do volêi de quadra, entre tantos outros. Deve ser visto também como uma chance de mostrar para as novas gerações um caminho.

No Brasil, são centenas de campeões e competidores – que marcaram e marcam a história das Olimpíadas, que seria até injustiça citar nomes… mas uma coisa é certa: estes heróis do esporte, por muitas vezes não recebem o incentivo necessário para continuar seu treinamento - sua luta diária. E esta falta de incentivo começa já com as crianças - futuro do nosso país. A falta de incentivo para que crianças pratiquem esporte faz com que talentos esportivos sejam desperdiçados, principalmente em comunidades mais carentes, onde a criança, mesmo que tivesse um local para praticar o esporte que tanto gosta, não tem condições de se locomoverem até o local ou se alimentarem de forma correta para que possam fazer o que gostam de forma saudável.

Os poucos que, mesmo com todas as dificuldades, conseguem crescer, se esforçar e superar todos os obstáculos e têm a oportunidade de praticar esporte profissionalmente por grandes clubes ainda sim sofrem com a falta de incentivo, pois necessitam de patrocínio para participarem de torneios e são poucas as empresas que apostam no incentivo ao esporte. Leis que beneficiam este incentivo por parte das empresas são poucas e dificultam a participação de nossos atletas em algumas competições.

Logo logo começarão as “batalhas” nos Jogos Olímpicos de Londres, onde atletas de muitos países estarão dando seu máximo em busca não apenas da vitória, mas também da Glória pessoal e de seu País, e estes atletas serão a grande atração. Se tornarão ídolos, modelos, exemplos a serem seguidos. Pelos seus ideais de superação, garra e talento, inspirarão e inspiram pessoas em toda parte do planeta a terem uma vida saudável e praticar exercícios. Ganham, perdem, empatam, não importa. O importante mesmo é competir.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

+20, +40 ou +60? depende do lugar de destino


A Rio+20 é Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Não é uma reunião para discutir meio ambiente, mas sim como as esferas sociais e ambientais, além da econômica, também devem ser consideradas no desenvolvimento de um país. 
Não nego e nem questiono este grande evento; mas estou no meu direito em simplesmente criticar a falta de planejamento em alguns pontos sobre este evento.
Acompanhei uma série de notícias sobre os debates e li sobre os embates e a dificuldade de se chegar a um consenso para aprovação do documento que foi entregue aos líderes de governo. Em meio à desorganização, falta de comunicação, desrespeito com os delegados de comitivas estrangeiras, após um atraso de quase 3 horas o documento foi entregue para apreciação dos delegados. 
Documento aprovado, a Conferência passou para uma nova fase: a Cúpula de alto nível. Aproximadamente cem chefes de estado desembarcaram no Rio de Janeiro para a conferência, e aí começaram, ao meu ver, os problemas.
Ponto 1. Entendo que o Brasil é um país livre, democrático e de todos, acredito que o povo brasileiro, organizado, consegue mudar e muito o cenário político, ambiental, social, entre outros do país. Mas vamos combinar, o que foram estas dezenas de manifestações, algumas sem sentido, manifestações sobre qualquer coisa!? A intenção, acredito de todos os participantes seria a de chamar a atenção para sua respectiva causa, mas na maioria das vezes em que li, vi e ouvi sobre o que seriam esta s manifestações, fiquei um pouco confuso sobre o que de fato teria relação a Rio+20 e a manifestação proposta. Muitas manifestações me fez crer que se realmente a população quiser, muda alguma coisa em nosso país - por que não ser assim sempre? me lembrei da década de 60 e 70 onde as pessoas realmente se importavam com o futuro do país. 
Ponto 2. Se a prefeitura articulou um feriado prolongado para evitar um colapso no trânsito, acho que o tiro saiu pela culatra não é mesmo? o fato das inúmeras manifestações e do comércio e bancos funcionarem, não mudou em nada a rotina dos cariocas que, assim como eu, independente da Rio+20, precisaram continuar com o ritmo normal de trabalho. 
Com isso, houve uma confusão sem tamanho no trânsito, em meio às manifestações, pessoas que trabalharam nestes dias, carros enguiçados, acidentes de trânsito. Muitas pessoas evitando as grandes rodovias, tentaram encurtar o caminho, mas doce ilusão, o trânsito também estava caótico. Motoristas levaram mais de duas horas para fazer uma trajeto que na maioria das vezes dura cerca de 40 minutos. Se a cidade, em seu dia normal já apresenta um fluxo de veículos grande, imagine em dias atípicos como a Rio+20? Até delegados que participam da Conferência reclamaram do trajeto, pois o Rio Centro realmente estava bem distante de onde a maioria das comitivas ficaram hospedadas,
Uma pena, pois acredito que este evento poderia ser um "treino" para os próximos que surgirão. Vê-se nitidamente que ainda tem muito para consertar, ajustar, planejar, enfim, ainda há muito por fazer, mas acredito positivamente em uma melhor preparação da cidade para os próximos acontecimentos. Lembrando que este ano podemos mudar, ou melhor, fazer um "update" dos nossos governantes. Vamos dar uma olhada em seus "currículos", ouvir atentamente suas propostas e sempre, mas sempre que possível debater o que realmente a cidade precisa! Não quero chegar a conclusão de que a Rio+20 seja +20 anos para que a cidade possa ter infraestrutura e planejamento para receber qualquer tipo de evento.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tempo de aconchego...

Hoje, aproximadamente às 20:00h estaremos entrando na que é considerada a estação mais fria do ano: inverno. E com o inverno, chegam também os programas favorecidos pela estação. Porém, para o corpo funcionar bem deve estar a uma temperatura entre 36ºC e 37ºC. Precisamos mantê-la constante para não perder o calor que nos envolve. Quando nos agasalhamos, não estamos nos esquentando, mas evitando a fuga de calor. A perda excessiva, causada pelo vento e pelo frio, pode causar alterações graves e deixar o organismo vulnerável. No frio, para produzir calor, o corpo também necessita de mais "combustível". Por isso, as pessoas sentem maior fome. 
Nessa época, o corpo busca alimentos mais quentes, tanto que as comidas calóricas são mais bem toleradas. A ingestão de água também costuma diminuir, porque o organismo também perde menos água sob a forma de suor. É normal não sentir vontade, porém, o organismo tem mecanismos que indicam a hora de beber água. A quantidade necessária para cada um varia conforme idade, sexo e compleição física, entre outros fatores. Além disso, a água também está presente, de outras formas, em todos os alimentos. 
Durante o inverno, a musculatura costuma ficar mais contraída, o que pode provocar dores. Para relaxar, invista em caminhadas e em exercícios de alongamento frequentes.
Também com a queda de temperatura no inverno, uma doença muito comum ganha espaço: o rotavírus. Com muitos ambientes fechados, a propagação do vírus fica mais intensa entre adultos e crianças. O vírus é transmitido pela respiração ou pelas gotículas de água que saem da boca quando falamos. Diarréia, vômito e febre alta são os principais sintomas do rotavírus. Nos adultos, eles podem ser menos perceptíveis. os pequeninos sofrem mais.
A melhor maneira de prevenir o rotavírus é melhorar os hábitos de higiene, alimentares e a qualidade da água consumida.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sono: o aliado da saúde

Tudo bem que dificilmente consigo dormir, diante do eu ritmo de trabalho, o que me causa bastante desconforto durante o dia. Por isso resolvi escrever sobre o grande benefício que uma noite bem dormia nos traz. Tentar dormir e não conseguir, sentir sono no meio da tarde ou despertar no meio da madrugada, todo mundo, em algum momento da vida já passou por estas situações e sabemos o valor que uma noite bem dormida não tem preço.
Dormir satisfatoriamente não serve apenas para se manter bem acordado no dia seguinte: o sono é um dos grandes amigos da qualidade de vida. Desconhecia, mas o dia 16 de março foi eleito como o dia da conscientização do sono pela Associação Mundial da Medicina do Sono, sediada nos Estados Unidos. 
Atualmente, 45% da população mundial apresenta algum sintoma relacionado aos vários distúrbios do sono. Hipócrates, considerado o pai da medicina, dizia: "tanto muito sono como muita vigília são prejudiciais". Em resumo, é preciso dormir o suficiente para ter ou aumentar a energia que mantém nossa saúde e nos permite realizar todas as nossas tarefas. Mas muita coisa mudou desde os tempos de Hipócrates, hoje, a privação do sono por vários motivos é cada vez mais comum, e milhões de pessoas não usufruem da quantidade de sono necessária. 
Um adulto deve dormir entre seis e nove horas ininterruptas a cada 24 horas, e a qualidade do sono nesse período é fundamental para a saúde. O período do sono é extremamente importante para o restabelecimento da energia que gastamos quando estamos acordados - é o que o organismo necessita para recuperar substâncias químicas e normalizar o funcionamento dos órgãos. 
Além de começar o dia com o pé direito, o sono em quantidade e qualidade suficientes proporciona inúmeros benefícios: várias pesquisas apontam que o bom sono previne e ajuda a combater doenças, melhora a memória, aumenta a produtividade na escola e no trabalho e favorece a sociabilidade e o bem-estar geral. Interrupções frequentes ou momentos maldormidos podem ser sinal de que algo não vai bem, principalmente se o sono não estiver sendo reparador ou se a pessoa sentir sonolência excessiva durante o dia por mais de 30 dias. 
Mas uma ou outra noite maldormida não significa necessariamente um distúrbio do sono. Para diagnosticar qualquer distúrbio é necessário o acompanhamento do medico especialista, que por muitas vezes solicita uma polissonografia, que é um tipo de exame que monitora o sono do paciente por determinados períodos. 
Entre os distúrbios do sono mais comum, estão: o ronco, a insônia e a apneia (obstrução ou interrupção respiratória durante o sono). Tais situações costumam representar uma piora na qualidade de vida, como a sonolência diurna, que pode afetar o rendimento nos estudos e no trabalho, e ainda agravar doenças ou causar outras.
Para conseguir diminuir estes riscos, algumas dicas são valiosas, tais como: procurar ter um horário regular para dormir e acordar, não exceder 45 minutos de sono durante o dia, caso você possua o hábito de dormir durante o dia, Não realizar refeições pesadas até três horas antes de se deitar, realizar atividades físicas regularmente, mas não antes de dormir, entre outras.
Como já escrevi, horas bem-dormidas fazem bem ao corpo, à mente e influem diretamente na qualidade de vida de um indivíduo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A União faz a força!




Dizem os velhos ditados que, “uma andorinha só não faz verão” e que “a união faz a força”. Essas pérolas da sabedoria popular traduzem o momento atual que estamos vivendo e claro, devemos tomar estes ditados para unir forças e buscar fortalecimento para alcançar o que desejamos, e digo Nós, pois acredito que tenho o mesmo desejo que todos: mudar, progredir e prosperar!
Escrevi anteriormente aqui sobre o fato de estarmos em sintonia com nós mesmos e com os outros. Hoje, sozinhos não somamos e não conseguimos alcançar nenhum objetivo coletivo, queremos viver em um lugar seguro e saudável - no sentido de saúde, educação, política, trânsito, estejam integrados. Devemos atuar em alianças, juntos para construirmos um lar e comum. E, ajudando uns aos outros, com certeza conseguimos começar este processo. 
A união faz a força efetivamente. Mas essa força pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Um grupo pode ser manipulado e com isso produzir violência e exclusão. Além da união precisamos de espaço para a discussão aberta e livre sobre TODOS os temas.
Em que tipo de sociedade queremos viver? transformar o lugar onde vivemos não é tarefa fácil, mas também não é impossível. dependemos da gestão de nossa cidade para nos oferecer subsídios para que isso aconteça - mas é claro que a nível estrutural, há esta dependência. Podemos transformar nossa cidade socialmente, culturalmente e é claro, tornar ela mais acolhedora para os que nela vivem e os que nela chegam. 
Como é a cidade que queremos pra daqui 20 ou 10 anos? É mais moderna, tecnológica, sustentável, com menos violência e mais educação? Essas e outras respostas podem ser pensadas desde já e não só pelos órgãos do governo, mas por todos! Você também pode participar do planejamento do futuro da sua região. 
A cidade é uma construção de todos. Por isso é importante trabalhar em uma rede de pessoas para que ela fique cada vez melhor. Pode ser a união no bairro para pedir uma creche, de amigos que querem ensinar as crianças da escola vizinha a soltar pipa, de mães que podem formar uma cooperativa para costurar para fora, ou empresários que entendem a importância de apoiar a educação. Viver com dignidade deixa as pessoas mais preparadas para a vida produtiva e em comunidade e acredito que podemos começar a trilhar nosso caminho por aí... o que você acha? é difícil? claro! Mas para Deus e com boa vontade de todos, NADA É IMPOSSÍVEL!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vamos simplificar um pouco....

Tenho muito orgulho da minha profissão. Como muitos sabem, sou médico, especializado em Anestesiologia e Clínica de Dor - e muito me entristece em ver a desvalorização que hoje, nós, médicos anestesistas sofrem. 
Bom, a princípio, gostaria de tentar tirar da cabeça de algumas (e são muitas) pessoas, o fato da anestesia em si ser a pior parte de uma cirurgia, de verdade, não é. É claro que todo o ato cirúrgico em si, desde a Técnica anestésica até seu pós operatório, requer cuidados e possuem seus riscos.
Resolvi escrever hoje sobre isso pois percebi que para 98,9% dos pacientes e pessoas que encontro, a anestesia sempre foi um elefante branco. Para mim é comum escutar coisas do tipo: "Doutor, eu não tenho medo da cirurgia, mas tenho medo da anestesia".
Então, resolvi escrever aqui um simples passo a passo do ato anestésico: 
Antes de qualquer ato anestésico o profissional devera monitorizar o paciente, segundo o Parecer do CFM 1363/93. Esse Parecer também estabelece as condicoes minimas para a pratica do ato anestesico. Na maioria dos casos, serão monitorizados: Atividade elétrica do coração (ECG), Pressão arterial e Oxigênio que chega as extremidades (Saturação de oxigênio). 
Após esta monitorização, o paciente estará apto para receber a anestesia, e esta depende muito do tipo de cirurgia que o paciente irá fazer e da conduta do profissional. Eis os tipos:
A Anestesia Geral consiste em retirar a consciência, os reflexos e a dor do doente para que ele seja operado. Apesar de existirem conceitos mais modernos, creio que esses ilustrem bem a técnica. 
Podem ser realizada através de técnica inalatoria onde o paciente inala o anestesico, e enquanto houver a inalação haverá anestesia. Outra técnica é apenas infundir medicações venosas durante a cirurgia para que o paciente seja operado.A anestesia Geral é a única anestesia que serve para qualquer tipo de cirurgia.
A Raqianestesia Consiste na injeção de anestesico dentro do canal que leva a condução das sensações táteis e dolorosas das pernas e barriga ao cérebro. Há vários artificios hoje em dia para aumentar ou diminuir a altura da anestesia (anestesiar só as pernas ou podendo se estender até a barriga. Vale lembrar que nesta modalidade anestésica, a anestesia se instala até um nível (por exemplo umbigo) e tudo o que estiver abaixo dele estará anestesiado (pênis ou vagina, anus, pernas, etc). A anestesia vai se instalando de baixo pra cima (no exemplo, do pé até o umbigo) e ao término segue o caminho inverso (vai perdendo a anestesia lentamente do umbigo e a ultima parte a perder a anestesia é o pé).O paciente não mexe as pernas.
Peridural - O nome mais correto é epidural mas todos conhecem mesmo como peridural.Também é realizada nas costas, como a raqui, mas trata-se de anestesiar na maioria das vezes, apenas as fibras nervosas que conduzem a dor. Pode acontecer também do anestésico impedir a movimentação das pernas. Esta técnica retira a dor, permitindo a sensação tátil e pressórica.(sente apertar). Geralmente associada de uma sedação para evitar o desconforto dessas sensações "estranhas" de puxar e mexer durante a cirurgia. Os bloqueios de nervos periféricos são outro tipo e, neste caso, o anestesiologista administra o anestésico apenas ao redor dos nervos que irão para o local da cirurgia a ser realizada. Por exemplo, cirurgias sobre a mão podem ser realizadas com bloqueios dos nervos que inervam a mão, através da administração de anestésicos próximos a estes, na altura da axila ou do pescoço.
E por último a anestesia local, que é utilizada, na maioria dos casos, para cirurgias pequenas e também combinada com a anestesia geral.
Bom, espero, com este texto, poder começar a simplificar um pouco do nosso trabalho, e estarei sempre por aqui para esclarecer todas as dúvidas sobre Anestesia!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os paradigmas da saúde

Muito me angustia em ver o estado da saúde em nossa cidade, muito me preocupa se, nesta altura da problemática, ainda podemos fazer algo para minimizar os problemas encontrados. Tenho a certeza de que isto é um trabalho de todos; É necessário ter a colaboração de todas as esferas da sociedade, desde nossos governantes até os usuários do Sistema Único de Saúde. 
Sabemos que a saúde é um estado de completo bem estar físico, psicológico e social, e não apenas a ausência da doença. Então acredito que podemos partir deste princípio: tentar proporcionar à comunidade este completo (se não, em parte) bem estar. A saúde pública deveria englobar todas as atividades que visem promovê-la, prevenir a doença, tratar os doentes e cuidar da sua reabilitação na sociedade. 
Eu acredito muito em promover ações educativas na saúde, e este tema vem se constituindo em um elemento de direcionamento, questionamento e de reflexões quando se trata de promoção, prevenção ou de saúde integral do ser humano, independente do grupo etário a que pertença. As políticas públicas, as instituições de ensino, de saúde e até mesmo, as diferentes formas de inserção da pessoa em sua comunidade e no mundo do trabalho, torna-se hoje, uma preocupação constante para todos. 

Como lidar com os desafios e os problemas oriundos desta sociedade globalizada? Como promover a otimização de recursos econômicos, sociais, educacionais, de saúde, familiares, da comunidade, em prol da maximização de condições para o desenvolvimento das populações e dos grupos?
Neste sentido, é imprescindível buscar formas de propiciar dinâmicas de atendimento que estejam em consonância, com a etapa evolutiva e com os paradigmas que norteiam o seu trabalho. 
É aí que entra a Promoção da Saúde - capacitar as pessoas para que possam controlar melhor sua saúde e responsabilizar as pessoas pelo cuidado com a saúde, é claro que o Sistema Único de Saúde deverá mediar este processo. Prevenção ainda continua sendo, ao meu entendimento, a melhor forma e a mais rápida de tentar "desafogar" nossas emergências. Desenvolver políticas públicas saudáveis, criar ambientes de apoio, fortalecer a ação comunitária e reorientar os serviços de saúde são idéias possíveis de serem realizadas se contarmos com a colaboração de todos.
É claro que todo este processo não é tão simples quanto eu sintetizo aqui. É preciso estudo, é preciso ter a mente aberta para entender todo o processo que envolve a Promoção da Saúde. Mas de uma coisa eu tenho certeza: para mudar o cenário atual, é preciso a colaboração de todos, toda a pirâmide social envolvida e com um objetivo só: melhorar a saúde pública de onde vivemos.
É uma questão de opção: você pode estagnar e continuar a procurar um meio de mudar este quadro ou então fazer algo começando pela prevenção, individual e coletiva, claro.

sábado, 2 de junho de 2012

A mídia, neste sentido, não é nada legal...

Hoje meu filho Luiz Fernando apresentou com um grupo de amigos, na Feira de Ciências de sua escola, o tema "A influência da mídia na obesidade infantil". Me fez pensar na discussão sobre a contribuição da mídia em um sentido contraditório sobre o que se fala de como tratar a obesidade infantil em programas de bem estar e saúde. 
Estudos recentes concluem que,a quantidade de tempo que as crianças passam assistindo televisão está diretamente relacionada ao seu peso, têm maior incidência de obesidade crianças que passam mais horas em frente a tv. Junto com a inatividade física e má alimentação, a televisão contribui para o problema de sobrepeso e obesidade.
O aumento da exposição da criança à TV acaba afastando-a da prática de exercícios e colocando-a cada vez mais perto de doenças como a obesidade gerada pelo consumo exacerbado de alimentos muito calóricos, vistos na maioria das vezes nas propagandas de TV.
A falta de atividade física, a má alimentação e o aumento dos meios de comunicação contribuem para o aumento de níveis de colesterol e pressão arterial, diabetes, doença da vesícula biliar, freqüência respiratória e interrupção do sono. 
Outro fator importantíssimo para este aumento do número de crianças com obesidade infantil é o chamado Marketing Infantil. Sua inconsequência acaba por transformá-las (aproveitando-se das fantasias infantis) em promotoras de vendas junto aos pais, fazendo com que elas desejem com tanta intensidade que acabam convencendo os pais da necessidade daquele produto. Deste modo, no desejo dos pais de verem os filhos felizes, as relações afetivas passam a ser mediadas pelas relações de consumo e as crianças passam a valorizar o que tem materialmente, e não mais o que são de fato. Além disso, desenhos animados, heróis e figuras famosas são constantemente utilizados para aproximar as crianças do produto e fazem com que elas se identifiquem com o que é anunciado. Isso prejudica a educação das crianças e confunde os valores afetivos e nutritivos. 
As crianças estão cada vez mais expostas as propagandas na TV devido aos valores culturais e sociais que vivemos hoje em dia e, neste caso os anunciantes dos diversos segmentos, especialmente alimentícios, aproveitam a oportunidade de expor seus produtos induzindo, por meio de atrativos promocionais, o público infantil, que muitas vezes, pode desenvolver problemas de obesidade. 
Então, baseado em tudo isso, deixo o seguinte questionamento: A responsabilidade da influência da mídia no aumento da obesidade infantil seria da indústria de alimentos, pelo abuso publicitário de mercadorias focadas no público mirim? Ou seria dos pais, por não controlarem adequadamente o acesso das crianças à TV e aos alimentos? Vamos pensar e refletir sobre este caso e acreditar que possamos sim, como pais, "frear" este tipo de comportamento em nossos filhos.