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segunda-feira, 30 de julho de 2012

O uso é contínuo, então vamos respeitar. Sua saúde agradece.

Resolvi escrever sobre os erros que mais escuto dos meus amigos médicos em relação ao tratamento medicamentoso de pacientes portadores de doenças crônicas-degenerativas: O uso irresponsável dos medicamentos contínuos. Me informei sobre o tema, e descobri uma pesquisa do Hospital Universitário de Brasília, onde ficou registrado que cerca de 30% das internações nos hospitais são decorrentes de erros com a medicação. Por isso, resolvi listar aqui alguns dos principais erros cometidos por quem usa medicamentos de uso contínuo.
São dois os principais motivos que levam os pacientes a abandonar o tratamento sem consultar o médico. Alguns têm medo de viciar nas medicações e outros acreditam que, quando acabam os sintomas, não há necessidade de continuar com remédios. No caso de doenças como a asma, por exemplo, a interrupção do tratamento abre portas a crises que podem até levar o paciente à morte. Outro problema é que os sintomas voltam a aparecer e o organismo pode ficar com danos irreversíveis, como no caso de hipertensão ou outras doenças silenciosas. A única pessoa que pode definir com segurança quando cessar as medicações é o médico.
Existe uma lógica no estabelecimento dos horários para tomar o medicamento e eles devem ser respeitados para que o tratamento seja eficaz. O intervalo entre uma dose e outra é calculado para que o paciente não fique sem o efeito da medicação ou com uma dosagem muito alta no organismo. Além disso, os horários devem se adequar à rotina do paciente. Quem trabalha de dia tem um risco maior de sofrer uma queda de pressão nesse horário, então a medicação deve ser focada principalmente nesse período. Se a sua medicação atrapalha o seu dia a dia, converse com seu médico.
Compensar a dose pode até funcionar para alguns anticoncepcionais orais, mas não necessariamente para medicações de asma, por exemplo. Segundo o especialista, a automedicação é responsável por milhares de mortes e internações todos os anos.Algumas empresas fabricantes de medicamentos, inclusive, já criaram um sistema amigável de uso pelos pacientes, diferenciando comprimidos por cor ou oferecendo alguma medida de controlar a dose certa. Se este não for o caso, vale deixar um calendário na geladeira e até programar o despertador do celular.
A diminuição ou o aumento da dose podem acarretar sérias consequências, desde o agravamento da doença até intoxicação pelo excesso de medicação. Por isso, é fundamental seguir o tratamento exatamente como prescrito.
Muitas medicações exigem protetores gástricos por serem muito fortes e, nesse caso, a ordem de cada remédio influencia no resultado.  Assim, quando uma das drogas pode causar prejuízos, outros remédios precisam ser prescritos para conter os seus efeitos colaterais. Se este é o seu caso, organize uma tabelinha com o horário e a ordem de seus remédios. Qualquer mudança ou esquecimento deve ser informado ao seu médico.
O uso de medicamentos sem prescrição médica ou por um período maior do que o recomendado pode mascarar doenças ou ainda gerar uma superbactéria resistente a esses remédios.
O ideal seria que existisse um sistema de saúde inteligente, no qual diferentes médicos possam acessar o histórico de um mesmo paciente sem que ele precise carregar pilhas de exames e receitas. Enquanto essa facilidade não existe, continue levando esses documentos e uma lista com os remédios que está tomando sempre que for ao médico. "Isso facilita muito o trabalho do profissional de saúde e evita combinações que possam potencializar ou diminuir o efeito das medicações. Amigos, medicação é uma coisa séria e deve ser prescrita, comprada e utilizada da forma mais responsável possível, visando minimizar sérios riscos à saúde do doente. Vale a pena seguir estas dicas e principalmente passar adiante.

sábado, 28 de julho de 2012

Dia Mundial do combate à Hepatite

Você sabia que a Hepatite C mata quatro vezes mais que a AIDS? Pois bem, hoje - 28 de julho - é o Dia Mundial de Combate a Hepatite. Mas você sabe o que é e como contraímos Hepatite? Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal (mais frequente nas formas agudas). Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus (vírus das hepatite A, B, C, D, E, F, G, citomegalovírus, etc). Outras causas: drogas (anti-inflamatórios, anti-convulsivantes, sulfas, derivados imidazólicos, hormônios tireoidianos, anti-concepcionais, etc), distúrbios metabólicos (doença de Wilson, poli-transfundidos, hemossiderose, hemocromatose, etc), trans-infecciosa, pós-choque. Em comum, todas as hepatites têm algum grau de destruição das células hepáticas.
A maioria das hepatites são assintomáticas (não apresentam sintomas visíveis) ou possuem sintomas incaracterísticos como febre, mal estar, desânimo de dores musculares. 
Entre os cinco tipos de vírus responsáveis pela hepatite, os tipos B e C, são os que mais preocupam em razão da grande proporção de pessoas infectadas e que não apresentam sintomas no estágio inicial - apenas quando o quadro já se tornou crônico. Os dois tipos são a principal causa de cirrose hepática e respondem por 80% dos casos de câncer de fígado.
A infecção pelos tipos B, C e D ocorre por meio do contato com o sangue de pessoas infectadas e, no caso dos tipo B e C, também por meio de relações sexuais sem preservativo. O tipo D só afeta pessoas que foram infectadas pelo tipo B. Já os tipos A e E são tipicamente transmitidos por meio de contato com água e alimentos contaminados e são associados a condições ruins de saneamento básico e higiene pessoal. 
Mas como é feito o diagnóstico? O médico, além da história e do exame clínico, pode testar sua hipótese diagnóstica de hepatite, principalmente, através de exames de sangue. Entre esses, há os chamados marcadores de hepatites virais e autoimunes.Outros testes mostram a fase e gravidade da doença. Em alguns casos, poderá ser necessária uma biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) para que, ao microscópio, se possa descobrir a causa.
E como se trata? Para as hepatites agudas causadas por vírus não há tratamento específico, à exceção dos poucos casos de hepatite C descobertos na fase aguda, na qual o tratamento específico pode prevenir a evolução para a doença crônica.
O repouso total prolongado e a restrição de certos tipos de alimentos, nas hepatites, não ajudam na recuperação do doente e também não diminuem a gravidade da doença.
De forma geral, recomenda-se repouso relativo conforme a capacidade e bem-estar do paciente, bem como alimentação de acordo com a tolerância.
Excepcionalmente, é necessária a administração de líquidos endovenosos.
Bebidas alcoólicas são proibidas até algum tempo após a normalização dos exames de sangue.
Remédios só devem ser usados com específica liberação do médico para evitar o uso daqueles que possam piorar a hepatite.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de algum tipo de doença crônica decorrente de infecção por hepatite. O número representa uma em cada 12 pessoas. Os cálculos indicam ainda que 1 milhão morrem todos os anos em razão da doença. Preocupante estas informações, o que nos leva a pensar que PREVENÇÃO é a melhor forma de evitarmos contrair estes tipos de doença.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Genérico X Similar: mas como assim? tem diferença?

Os brasileiros já se acostumaram a usar medicamentos genéricos, que têm a mesma eficácia dos remédios de marca. Mas ainda há dúvidas quanto aos similares, que têm o mesmo princípio ativo, mas não passam por testes. Nesse caso, é preciso orientação médica para fazer a troca. Vou esclarecer aqui algumas diferenças entre estes dois tipos de medicamentos, que embora muitaz vezes prescritos pelo médico, nas farmácias onde são comercializados há uma desinformação quanto aos mesmos por parte dos atendentes do estabelecimento.
Os medicamentos genéricos diferem dos medicamentos similares nos seguintes pontos: O remédio genérico é um remédio intercambiável com o produto de marca ou inovador, ou seja, pode ser trocado por este pois tem rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente.
Passou por testes de bioequivalência que servem para comprovar que dois produtos de idêntica forma farmacêutica, contendo idêntica composição, qualitativa e quantitativa, de princípio ativo, são absorvidos em igual quantidade e na mesma velocidade pelo organismo de quem os toma. Os genéricos podem ser trocados pelos medicamentos de marca quando o médico não se opuser à substituição.
Já os medicamentos similares contém o mesmo princípio ativo, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, mas não são bioequivalentes. Não pode substituir os remédios de marca na receita pois, apesar de terem qualidade assegurada pelo Ministério da Saúde, não passaram por testes de bioequivalência.
Como você pode estar diferenciando um medicamento genérico de um medicamento similar? Vamos a questão: Os medicamentos genéricos trazem na embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que identifica o produto, a frase "medicamento genérico – Lei 9.787/99".
Os remédios similares que eram comercializados somente pelo nome do princípio ativo estão obrigados a adotar uma marca comercial ou agregar à denominação do princípio ativo o nome do laboratório fabricante.
A prescrição de um medicamento é responsabilidade do médico após uma avaliação diagnóstica adequada. Mas é sua responsabilidade a compra e o uso consciente do medicamento. Portanto, antes de comprar seu medicamento, pergunte ao médico sobre a possibilidade (se existe ou não) de fazer uso de um medicamento similar ou então se é pertinente adquirir o medicamento de ponta, que é o produto inovador, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente por ocasião do registro.É geralmente o primeiro remédio que surgiu para curar determinada doença e sua marca é bem conhecida. Ex: Aspirina, ou sua forma genérica..
É importante que as pessoas saibam cuidar melhor da saúde, conheçam o risco da automedicação, na ocasião da escolha de um determinado tipo de medicamento; Valorizem mais o conhecimento médico e o ideal é que, na ocasião da compra, sejam mostradas as receitas onde foram prescritos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Anvisa proíbe a venda de Oxielite Pro e alerta sobre graves riscos de complementos alimentares

     O consumo de alguns suplementos alimentares pode causar graves danos à saúde das pessoas. Este foi o alerta dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa), que ainda suspendeu ontem a distribuição, divulgação, comércio e uso do Oxielite Pro, como medida válida para todo o país.
     De acordo com a Anvisa este produto possui em sua composição dimethylamine( DMMA), estimulante usado no auxílio a emagrecimento e aumento do desempenho atlético. Porém,tal substância apresenta efeitos nocivos sobre o sistema nervoso central podendo causar dependência, além de outros efeitos adversos como insuficiência renal, falência hepática, alterações cardíacas podendo levar a morte.
     Com a inclusão do DMMA na lista de substâncias proibidas no país, fica proibida sua comercialização em território nacional, bem como sua importação por pessoa física, ainda que para consumo próprio.
     Dentre os suplementos mais populares estão: Jack3D e lipo-6 Black.
     Li esta reportagem no Jornal  O Globo, e resolvi compartilhar,  com os amigos, pois trata-se de um tema relevante, pois muitos usam,e, muitos jovens estão usando também!
    

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Participação e coletividade: de mãos dadas para uma Nova Iguaçu melhor



Há alguns dias, me lancei no que acredito ser meu maior desafio: ingressar na vida política da minha cidade: Nova Iguaçu. Escrevi aqui no blog sobre como este desafio começou, e comentei sobre a importância da participação da população em minha campanha. Escrevi sobre o Mandato Participativo, ao qual acredito que muito tem a oferecer para Nova Iguaçu, acredito muito que possa dar certo se contar com a ajuda e o engajamento de todos. 

Gostaria hoje de explicar como funciona este tipo de modelo de mandato, e que, se eleito, cumprirei fielmente com a ajuda do povo de Nova Iguaçu.

O Mandato Participativo é um modelo de mandato onde seu objetivo é dar representatividade e representação plena às mais distintas camadas sociais do município como meta de auxiliar a condução do mandato, considerando vários aspectos técnicos, políticos, administrativos interligados à participação popular. É constituído por três diferentes eixos de debate: Geográfico – onde terá como missão encontrar representatividade em todos os bairros do município; Temático – terá representantes por área de atuação administrativa, ex. trabalho, saúde, segurança pública. e Setorial – representantes para vários setores da sociedade civil, ex. idosos e jovens, direitos das mulheres, portadores de necessidades especiais, etnias, além de outras questões de destaque.

—A estrutura do mandato participativo realiza encontros periódicos, nos quatro cantos da cidade, com a missão de produzir idéias para construção de projetos, propostas e proposições políticas que garantam o exercício da cidadania plena, a melhoria da qualidade de vida da população e o resgate e a valorização da cidade de Nova Iguaçu, e também seu desenvolvimento urbano, rural, econômico, social e político.

—Cada bairro ou URG de Nova Iguaçu terá seu representante neste eixo, formando assim um núcleo de base. Atualmente, Nova Iguaçu possui 68 bairros, mais 28 bairros não-oficiais.—

Cada Eixo de debate possui características e informações próprias, ais quais mais a diante explicarei sobre elas. Acredito que seja importante para Nova Iguaçu possuir um representante que "vista a camisa" deste modelo, ouvir a população, integrar participações, discussões nas comunidades, possuir um gabinete intinerante; esse é o meu objetivo. Quanto mais caminho por Nova Iguaçu, sinto a necessidade da população de ser ouvida, vejo que o povo de Nova Iguaçu está precisando de voz. Se hoje caminho pelos bairros da nossa cidade para pedir o voto de todos, quero poder, se eleito, poder voltar, em primeiro lugar para agradecer e claro, para começar a trabalhar!! 

sábado, 7 de julho de 2012

Saneamento e Saúde Pública I

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. Pode-se,portanto, dizer que saneamento caracteriza o conjunto de ações sócio-econômicas que tem por objetivo alcançar salubridade ambiental.
Entende-se ainda, como salubridade ambiental o estado de higidez (estado de saúde normal) em que estejam reunidas todas as condições para que se viva com condições favoráveis ao pleno gozo de saúde e bem-estar. Para que isto aconteça, precisamos de nos preocupar, e lutar enquanto sociedade civil organizada pelas seguintes condições:

1- abastecimento de água às populações, com a qualidade compatível com a proteção de sua saúde e em quantidade suficiente para a garantia de condições básicas de conforto;

2- coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura de águas residuárias (esgotos sanitários, resíduos líquidos industriais e agrícolas);

3 - acondicionamento, coleta, transporte e destino final dos resíduos sólidos (incluindo os rejeitos provenientes das atividades doméstica, comercial e de serviços, industrial e pública);

4- coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações;

5- controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos, roedores, moluscos, etc.);

6- saneamento dos alimentos;

7- saneamento dos meios de transportes;

8- saneamento e planejamento territorial;

9- saneamento da habitação, dos locais de trabalho, de educação, de recreação e dos hospitais;

10- controle da poluição ambiental – água, ar, solo, acústica e visual.

Precisamos lutar de forma obstinada por cada um destes itens, ao longo desta minha caminhada tenho visitado comunidades que estão vivendo em condições sub-humanas, tenho visto crianças brincando em valas negras, consumindo parte de sua energia vital na luta contra parasitas e verminoses, é chegada a hora de dar um grito de atenção! Vamos voltar nossos olhos para uma realidade dura, mas que está perto de nós, aqui mesmo, em alguns bairros de Nova Iguaçu, temos condições humanas comparáveis ao Haiti. Precisamos de refletir sobre isto, procurar sensibilizar nossa generosa população, nossa classe política para que possamos tornar isto mais que uma bandeira,mas um programa de governo. Estes são temas que me comovem, e me perdoem, aos que ainda pacientemente me estão lendo, as vezes me fazem querer prolongar. Volto, em uma continuação acerca deste assunto! Mande sugestões e comentários para a gente!?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Agora é a hora!

O modelo de democracia em que vivemos hoje, onde elegemos nossos representantes e transferimos para eles a responsabilidade sobre a gestão pública, se mostra cada vez mais falido. Os amigos que me conhecem, os que convivem comigo, meus familiares, sabem que, dentro de mim sempre houve uma grande vontade de interferir neste processo. Sou médico, nasci e me criei em Nova Iguaçu, vivo aqui, trabalho aqui, meus filhos estudam aqui, toda a minha vida e da minha família estão em Nova Iguaçu; E daqui não tenho a mínima vontade de sair. Amo minha cidade, mesmo com seus problemas. E é desse amor que tenho por Nova Iguaçu e da minha vivência em hospitais públicos, principalmente no Hospital Geral de Nova Iguaçu, que nasceu em mim esta vontade de tentar mudar este cenário. Sei que sou só um grão de areia, um grão que sozinho não representa nada. Por muitas vezes tentei argumentar, brigar, lutar por condições melhores dentro destes hospitais, mas vi que só um grão de areia não muda o curso de uma duna, então resolvi me inserir no processo político, pois sei que contando com o apoio da população, que é a maioria nesta cidade, posso tentar lutar por nossos interesses. Digo nossos pois compartilho das mesmas queixas da maioria da população. Nesta minha caminhada, tenho escutado os problemas de nossa cidade e não posso negar que é unânime a precariedade da saúde em Nova Iguaçu. Como médico, fico revoltado, pois fiz um juramento onde prometo: "Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes...", prometi me comprometer com minha profissão, e não é fácil hoje, ser médico, não é fácil curar um doente, ou tentar minimizar a dor de uma pessoa em um lugar que não possui recursos, estamos literalmente de 'mãos atadas".
Promover a política no seu verdadeiro sentido: PROMOVER O BEM COMUM. Este é o meu objetivo. poder contar com a participação de todos, a colaboração de todos. Ninguém melhor que o povo sabe das necessidades de seus bairros, suas ruas, a saúde, o lazer, a educação. Acho que todo este processo deve partir de fora da Câmara para dentro dela, e não ao contrário como acontece. Não dizem que "A voz do povo é a voz de Deus?" então? por que não confiar nesta voz? 
Acredito muito no Mandato Participativo, e gostaria de ter a oportunidade de explicar a todos que acessam meu blog, meus perfis nas redes sociais este modelo de mandato onde seu objetivo é dar representatividade e representação plena às mais distintas camadas sociais do município como meta de auxiliar a condução do mandato.Compreendo que, se eleito, meu mandato estará a serviço da sociedade que me elegeu. Sendo assim, deve ser utilizado na melhoria da qualidade de vida da população. E ao permitir que os próprios beneficiados pelas políticas públicas tenham voz na sua formulação, estaremos contribuindo para a formação de cidadãos e cidadãs consciente e ativos. 
 Ainda há muita caminhada até chegarmos a um modelo que seja estruturado nessa participação popular, mas quando falo da importância de um mandato participativo e comprometido com a ampliação da democracia, estou propondo uma série de ações que incentivem a participação da sociedade nas tomadas de decisão das políticas da nossa cidade. 
E já começando com a prática de decidir coletivamente, criamos uma fanpage no facebook, onde todos e todas possam participar da construção coletiva de nossas propostas. Nossa campanha participativa é o primeiro passo para nosso, se DEUS nos permitir, mandato participativo!
Espero poder contribuir com debate positivo de idéias, ações éticas e responsáveis que contribuir para uma campanha limpa, transparente e participativa! Conto com a sugestão de cada um de vocês !!!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tecnologia também tem seu lado ruim....



     Confesso que não perco a oportunidade de, entre uma cirurgia e outra, pegar meu celular e conferir minhas mídias sociais. Também me comunico muito por mensagens de texto. Ultimamente comecei a sentir alguns incômodos em meu dedo polegar e resolvi me informar o porque desta indesejável dor. Eis que surge quem eu achava que estava me ajudando e me adiantando: o smartphone! 

     Com a popularização de aparelhos celulares smartphones, navegar pela internet, enviar mensagens e usar o e-mail pelo dispositivo ficou mais rápido e fácil. Esse uso cada vez mais frequente pode levar a problemas nas mãos. Isso acontece porque esse tipo de aparelho exige uma movimentação maior do dedo polegar, o que pode gerar lesões conhecidas como ‘textingtendinitis’.

     Para cada clique que o polegar realiza, há um movimento de extensão que, após várias mensagens, acaba por causar microlesões no tendão extensor que se inflama, a articulação da base do dedo também se inflama pelo excesso de atrito do movimento circular.

     Para quem já sofre com esse tipo de inflamação, como eu, o uso de bolsa de gelo e analgésicos podem ajudar. Porém, o ideal é prevenir as lesões evitando longos períodos de digitação e alongando os dedos. Outra dica legal é que o usuário não digite com a mesma mão que segura o aparelho e que, quando possível, apoie o celular. Também podemos accionar o sistema T9 ou adivinha do aparelho, é meio chato pois adivinha palavras que não queremos escrever, mas é de uma funcionalidade ótima para economizar o esforço na digitação.

     É claro que, se você depende do uso deste aparelho, nada mais correto do que procurar um especialista para tratar da musculatura da área do polegar e mãos.As lesões podem ser ainda mais freqüentes no futuro, quando uma nova geração de viciados em celular e em outros aparelhos eletrônicos chegar à idade adulta. Muitos adolescentes passam hoje várias horas ao dia teclando mensagens em seus celulares. Os jovens têm grande facilidade para se recuperar dos problemas físicos, mas o mesmo não vai acontecer quando eles ficarem mais velhos.

     É importante saber dosar o tempo de exposição ao aparelho celular, e quando possível, fazer como eu, que agora digito neste blog, usando o teclado do computador!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dia do Hospital

Hoje comemoramos o dia do Hospital - minha segunda casa por assim dizer, bom, de vez em quando se torna até a minha primeira, pois passo mais tempo dentro de um hospital do que propriamente em casa.
A data foi instituída em 1945, mesmo dia de fundação da Santa Casa da Misericórdia em Santos pelo Governo de Getúlio Vargas.
Os hospitais são, em geral, bastante diversificados quanto à capacidade de atendimento, ao tamanho, à área de atuação, e ao perfil de morbidade dos pacientes internados. Todavia, a característica que mais difere uma unidade hospitalar de outra, do ponto de vista econômico, é a sua gestão e a natureza de sua propriedade.
Se por um lado, nas redes privadas, você possui o máximo de conforto, aparelhagem com a mais alta tecnologia, medicamentos, material cirúrgico de ponta; em um hospital da rede pública, você encontra, ou melhor, não encontra, materiais básicos para a assistência ao doente, aparelhos para aferir uma PA, Raio-X, tomografia, entre outros.
A verdade é que estamos muito longe de conseguir equiparar estes dois tipos de hospitais. Nas redes privadas há capital para se investir, você encontra um grande faturamento de planos de saúde, são procedimentos cirúrgicos caros, são materiais faturados, e também grande demanda de pacientes procurando atendimento particular. Nesta minha vivência de hospitais já vi consultas de emergência custarem ao bolso de quem procura atendimento médico R$ 150,00!! O que acontece hoje em dia com os hospitais particulares é a grande demanda de pacientes que possuem planos de saúde, seja particular ou de origem empresarial - a verdade é que a maioria dos hospitais privados da baixada já não conseguem diminuir o tempo de espera de pacientes nas emergências e ambulatórios dos mesmos. Será coincidência? pois bem, vamos falar sobre os hospitais da rede pública municipal, estadual e federal.
Funcionários insatisfeitos com as condições salariais e de trabalho – o povo não tem culpa, mas acaba pagando por isto, funcionários sem preparo para o atendimento ao público, falta de repasse para as Unidades de Saúde, má orientação quanto à procura a um Hospital público, entre tantos outros fatores.
Quanto aos funcionários, existem competentes e responsáveis, mas trabalho em hospital é trabalho de equipe: se eles trabalham como deveriam mas seus colegas não fazem o mesmo, e se o sistema de saúde do país é precário, seus trabalhos não têm o efeito necessário.
Mas os problemas dos hospitais públicos não são apenas causados pelo descaso ou por funcionários mal preparados. Pessoas com problemas como uma simples dor de cabeça, dor de estômago ou um um ferimento no dedo, que podem ser resolvidos em unidades municipais ou estaduais de saúde (”postos de saúde”) superlotam os hospitais, dificultando o atendimento que já é precário. Muita gente alega que procura atendimento nos hospitais porque não o consegue nos postos (muitos nem vão aos postos primeiro, mas há casos em que o que eles dizem é verdade).
Enfim, se formos enumerar todas as razões que levam ao caos nos hospitais públicos, teríamos que escrever milhares de livros com milhares de páginas cada um. Ao que tudo indica, as soluções para esses problemas ainda vão demorar muito para surgir, assim como na rede privada, mas uma coisa é certa - Temos que ter mais Unidades de Saúde, mais clínicas, mais postos de saúde, pois a demanda aumenta expressivamente, e se não houver estrutura para receber estas pessoas, tanto o privado, quanto o pública sofrerão do mesmo problema: Não conseguir atender a todos os doentes que procuram uma Unidade de Saúde para se tratar.
O Hospital é a minha segunda casa, como escrevi no início, e digo público e privado, pois trabalho nas duas esferas, por isso a cada vez que passo pela entrada de um hospital até meu setor de trabalho que é o Centro Cirúrgico, fico triste em ver que a cada dia que passa estamos a um passo de chegar ao verdadeiro caos. Precisamos mudar este quadro, e como digo, a melhor forma de tratar é prevenir. Orientação à população para procurar um ambulatório quando necessário, e um tratamento mais adequado, antes de procurar a emergência do hospital!
Bom, de qualquer forma, quero parabenizar toda a equipe de funcionários e diretores dos Hospitais onde trabalho e escrever que luta sempre será luta, e sempre teremos de fazer o melhor, para conseguir nossa maior satisfação: Tratar, diagnosticar e curar!