Dentro dos movimentos comunitários, nas redes sociais, etc, o que mais se ouve é o termo conscientização, como se fosse uma palavra de fácil percepção e emprego. Conscientização do trânsito, sobre as drogas, álcool, meio ambiente e tantos outros temas que abordamos diariamente em nossas conversas com amigos, família e grupo de pessoas em geral.
Na verdade, a conscientização é o processo de fazer com que a comunidade conheça seus direitos e deveres, praticando-os em sua plenitude. Um exemplo típico do emprego desse termo é que, quando se entra com um processo contra alguém, devem-se saber os ganhos do processo, no caso de ser favorável, e as perdas, no caso de ser desfavorável. Nunca se quer perder, em nenhum sentido; por isso, uma comunidade desconscientizada, prefere viver como Deus quiser a reivindicar os seus direitos. Isto decorre do comodismo ou usurpação de um regime ditatorial.
A conscientização é mais do que saber o que se passa ao seu redor, é exigir de si próprio reflexão, crítica, invenção, eleição, decisão, organização e ação. Todas essas coisas pelas quais se cria a pessoa e que fazem dela um ser não somente adaptado à realidade e aos outros, mas integrado. Tomar consciência nos prepara e evita hábitos inadequados.
Portanto, acho que não deveríamos adotar práticas conscientes diferenciadas, acredito que possa existir em nós a conscientização humana, e é ela que nortearia todos os nossos atos, hábitos e iniciativas. Pensar coletivamente seria a base da Conscientização Humana, e quando escrevo coletivamente, em seu sentido amplo, pensar no todo, romper com a barreira do individualismo, pois sim, infelizmente, todos nós possuímos um pouco de individualismo em nós, normal, desde que nunca atinja outra pessoa.
Para que a Conscientização Humana possa dar certo, partiria do preceito: Nós temos de fazer para dar o exemplo e, a partir dele, poder cobrar. Como posso defender algo que não faço? Mas se faço, mostro que é possível e que outros também podem fazer. A receita é simples, o difícil é a prática, é em nosso dia a dia colocarmos em prática tudo aquilo que achamos correto e sábio, e SEMPRE nos policiarmos e nos criticarmos em nossas atitudes.
A conscientização dever ser o grande meio para romper com as injustiças. Deve ser a autêntica “moral do oprimido”.
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