A alimentação equilibrada é fator reconhecido como fundamental para melhorar a longevidade, manter a boa saúde e a qualidade de vida. Entretanto, as alterações fisiológicas associadas ao processo de envelhecimento podem exercer efeito negativo sobre o consumo de alimentos e prejudicar o aproveitamento dos nutrientes, colocando os idosos em situação de risco nutricional.
Nessa fase ocorrem alterações das funções normais do corpo, como a diminuição da sensação dos sabores, problemas de mastigação e perda de apetite, agravada pelo uso de medicamentos. A mastigação pode se tornar dolorosa, levando o idoso a preferir alimentos de consistência mais macia, que normalmente têm menor valor nutritivo. Problemas emocionais, físicos e sociais também exercem grande influência no hábito alimentar dessa população.
Os idosos estão mais propensos a desenvolver carências de vitaminas e minerais como cálcio e vitamina D (essenciais para a prevenção de osteoporose), vitamina B12 (relacionada à saúde neurológica), vitamina K(envolvida no processo de coagulação do sangue), vitamina C (ajuda na absorção do ferro) e zinco (fortalecimento do sistema imunológico).
Para prevenir essas deficiências, é importante que os idosos consumam diariamente alimentos de todos os grupos da Pirâmide Alimentar, respeitando as porções indicadas para cada um deles. Os alimentos da base da pirâmide (pães e massas integrais) são ricos em carboidratos complexos e fibras, que ajudam a regular o hábito intestinal. Já o grupo das frutas e as hortaliças é fonte de vitamina C e uma variedade de substâncias bioativas, enquanto o grupo de derivados lácteos fornece cálcio e a vitamina D, necessários para a saúde óssea. O grupo das carnes magras e os ovos, por sua vez, é fonte de proteínas, ferro, zinco e vitamina B12; enquanto os feijões e as oleaginosas contribuem com proteínas e minerais. Outro grupo, do topo da Pirâmide, dos óleos vegetais (de preferência azeite de oliva) contem vitaminas K e E.
Existe uma Pirâmide Alimentar específica para idosos com mais de 70 anos, que orienta sobre a forma com que os alimentos devem ser consumidos para melhor atender as necessidades dessa população. Quando o idoso não consegue ingerir a quantidade diária recomendada de nutrientes por meio dos alimentos, recorre-se à suplementação. Nesse caso, o indivíduo deve ser avaliado para que seja feita a prescrição adequada.
Vale lembrar que a prática regular de exercícios físicos (de preferência musculação), a exposição ao sol e a hidratação também são fatores chaves na manutenção do estado nutricional e na promoção da saúde.
Minhas recomendações não ficam restritas apenas às questões nutricionais, pois a alimentação é apenas um dos componentes para obter qualidade de vida. O idoso deve ser estimulado a realizar atividades de lazer, cultivar as relações sociais entre amigos e parentes e a praticar atividades que exijam esforço mental.
A mensagem para os familiares é demonstrar muito apoio, amor e carinho, de maneira constante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário