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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pelos Direitos de Saúde da mulher...

Além de ser o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, no Brasil o 28 de maio é também definido pelo Ministério da Saúde como o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a morte materna de uma mulher durante a gravidez ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gestação ou por medidas tomadas em relação a ela. Não é considerada morte materna a que é provocada por fatores acidentais ou incidentais. A melhoria da saúde materna é a quinta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, listados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse tipo de mortalidade é tão preocupante que, desde 2008, passou a fazer parte da agenda oficial do SUS (Sistema Único de Saúde). Com isso, os gestores municipais e estaduais deverão propor estratégias para reduzir o óbito de mães brasileiras. A primeira será definir o mesmo local para a realização do pré-natal e do parto da gestante. Assim, não haverá complicações devido à demora de escolha do hospital onde nascerá o bebê. 

A data é considerada importante e veio para mostrar a realidade do país, onde ainda é grande o número de mulheres que morrem por problemas ocorridos durante a gravidez, o parto e o pós-parto, ou por complicações de um aborto inseguro. Entre as causas mais freqüentes de mortes maternas estão as doenças hipertensivas da gravidez, hemorragias, infecções puerperais e aborto. Tendo vista, que a má qualidade de vida dos contextos familiares, onde ocorre a maioria dos óbitos maternos, a violência doméstica, o analfabetismo e a baixa renda indicam sua relação com a desigualdade social e de gênero. Atualmente, o grande desafio para redução da Mortalidade Materna, é assegurar que o Estado brasileiro assuma as políticas que garantam a saúde integral da mulher.

Acredito que muito destes índices altos de Mortalidade Materna possam ser reduzidos com o atendimento adequado. Infelizmente, como médico, tenho que dizer que muitos profissionais de saúde não oferecem a devida atenção e cuidado que muitas mães precisam durante o pré, per e pós parto. É uma pena. 

É preciso ações governamentais em prol do cuidado materno, criação de comitês municipais de mortalidade materna (Apesar dos constantes avanços tecnológicos aplicados a área de saúde, apenas 11 das 27 capitais brasileiras possuem Comitês de Mortalidade Materna atuantes), atendimento humanizado, assistência integral, de forma solidária e carinhosa, para que possamos começar a fazer algo pela Redução de Mortalidade Materna. 

O corpo feminino é uma das esferas de maior medicalização. As mulheres são mais suscetíveis às doenças. Então, este é um momento simbólico para pensarmos sobre a vulnerabilidade das mulheres em relação à saúde.




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