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sábado, 28 de julho de 2012

Dia Mundial do combate à Hepatite

Você sabia que a Hepatite C mata quatro vezes mais que a AIDS? Pois bem, hoje - 28 de julho - é o Dia Mundial de Combate a Hepatite. Mas você sabe o que é e como contraímos Hepatite? Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal (mais frequente nas formas agudas). Existem várias causas de hepatite, sendo as mais conhecidas as causadas por vírus (vírus das hepatite A, B, C, D, E, F, G, citomegalovírus, etc). Outras causas: drogas (anti-inflamatórios, anti-convulsivantes, sulfas, derivados imidazólicos, hormônios tireoidianos, anti-concepcionais, etc), distúrbios metabólicos (doença de Wilson, poli-transfundidos, hemossiderose, hemocromatose, etc), trans-infecciosa, pós-choque. Em comum, todas as hepatites têm algum grau de destruição das células hepáticas.
A maioria das hepatites são assintomáticas (não apresentam sintomas visíveis) ou possuem sintomas incaracterísticos como febre, mal estar, desânimo de dores musculares. 
Entre os cinco tipos de vírus responsáveis pela hepatite, os tipos B e C, são os que mais preocupam em razão da grande proporção de pessoas infectadas e que não apresentam sintomas no estágio inicial - apenas quando o quadro já se tornou crônico. Os dois tipos são a principal causa de cirrose hepática e respondem por 80% dos casos de câncer de fígado.
A infecção pelos tipos B, C e D ocorre por meio do contato com o sangue de pessoas infectadas e, no caso dos tipo B e C, também por meio de relações sexuais sem preservativo. O tipo D só afeta pessoas que foram infectadas pelo tipo B. Já os tipos A e E são tipicamente transmitidos por meio de contato com água e alimentos contaminados e são associados a condições ruins de saneamento básico e higiene pessoal. 
Mas como é feito o diagnóstico? O médico, além da história e do exame clínico, pode testar sua hipótese diagnóstica de hepatite, principalmente, através de exames de sangue. Entre esses, há os chamados marcadores de hepatites virais e autoimunes.Outros testes mostram a fase e gravidade da doença. Em alguns casos, poderá ser necessária uma biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) para que, ao microscópio, se possa descobrir a causa.
E como se trata? Para as hepatites agudas causadas por vírus não há tratamento específico, à exceção dos poucos casos de hepatite C descobertos na fase aguda, na qual o tratamento específico pode prevenir a evolução para a doença crônica.
O repouso total prolongado e a restrição de certos tipos de alimentos, nas hepatites, não ajudam na recuperação do doente e também não diminuem a gravidade da doença.
De forma geral, recomenda-se repouso relativo conforme a capacidade e bem-estar do paciente, bem como alimentação de acordo com a tolerância.
Excepcionalmente, é necessária a administração de líquidos endovenosos.
Bebidas alcoólicas são proibidas até algum tempo após a normalização dos exames de sangue.
Remédios só devem ser usados com específica liberação do médico para evitar o uso daqueles que possam piorar a hepatite.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de algum tipo de doença crônica decorrente de infecção por hepatite. O número representa uma em cada 12 pessoas. Os cálculos indicam ainda que 1 milhão morrem todos os anos em razão da doença. Preocupante estas informações, o que nos leva a pensar que PREVENÇÃO é a melhor forma de evitarmos contrair estes tipos de doença.

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